Cresci dentro do olímpico.
Minha mãe me levava para as piscinas do Grêmio (onde hoje ficam o pequenos da base), mas antes, sempre passávamos para ver o Monumental por dentro, na social.
Muito brinquei de corrida nas “escadarias” da social com outros “Gremistinhas”.
... E o Papai Noel de Azul fica bem melhor! Ele fica mais jovem! Fica mais em forma! Fica mais feliz! Fica mais Campeão do Mundo!
Mais adiante, entrar para o Grupo Escoteiro Bento Gonçalves foi um acontecimento. Afinal, estaria “dentro” do Olímpico.
Não foram poucas as vezes que corri de seguranças pois estava em local proibido para “não-funcionários”. Muito me apertei por grades para conseguir chegar ao anel superior.
Não conseguia ver muito jogos, pois minha mãe, não tinha condições de bancar este “brinquedo”!
Quando tinha treino no sábado, dava umas fugidas do escotismo para curtir um pouco no suplementar ou gramado principal.
Já na adolescência, trabalhando, consegui ir a mais jogos. Me filiei a GARRA TRICOLOR. Acompanhar o jogo em pé, perto da “charanga” é show de bola! Fazer papel picado, carregar o “bandeirão”, tocar bumbo, aprender musicas novas em primeira mão é muito legal!
Mas as constantes brigas entre torcidas (que repudio veementemente) me afastaram do futebol, me afastaram do olímpico. E nem vou falar das drogas, afinal é um problemas da sociedade como um todo.
As meninas também são culpadas pela minha distância do Olímpico. Elas não gostam (ou não gostavam) de futebol e o fim de semana sem elas não dá, né!
Eis que encontrei uma menina, Campeã do Mundo, que muito dormiu no colo do pai no Monumental. Sócia Patrimonial desde 83, como Eu. E ela entende de futebol.
Voltei para a social. Voltamos para a social!
Agora eram dois Gremistas que retornavam ao seu habitat original, natural!
E entre uma briga e outra do jovem casal, sempre tinha um jogo do Tricolor no Olímpico para nos aproximar... e é assim até hoje (hehehehe)
A um ano e dois dias atrás o RENATO entrou de vez nas nossas vidas! Entrou de vez na vida do Olímpico! Nosso filhote, que já tirou foto com 2 dias (na social) e com 17 dias (no gramado) de vida começa a dar seus primeiros passinhos e logo vai estar caminhando como o pai e com a mãe nas “escadarias” da social com outros “Gremistinhas”.
É verdade que ele não se recordará por si deste evento, mas as fotos não deixarão duvidas! E ele falará, com orgulho, de ter “vivido” no Olímpico!
E este é o ciclo!
Triste pelo Olímpico se ir!
Feliz pelo horizonte de possibilidades que a Arena traz!
E este é o ciclo!
Paulo Fink
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